Lote 121
Carregando...

Tipo:
Livros - Raros

LIVRO " O HOMEM DO POVO ", COLEÇÃO COMPLETA E INÉDITA DO JORNAL CRIAÇÃO E DIRIGIDO POR OSWALD DE ANDRADE E PATRÍCIA GALVÃO ( PAGU ). GRANDE FORMATO 48 CM X 33 CM . COM 64 PAGINAS, CAPA DURA. BOM ESTADO !!!O semanário político O Homem do Povo, cuja coleção integral compõe este volume, foi publicado entre março e abril de 1931, e é a materialização do salto participante de Oswald de Andrade e de sua então mulher Patrícia Galvão, a Pagu. Os exemplares fac-similados pertencem ao Fundo Astrojildo Pereira do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Cedem-Unesp). A publicação é uma coedição da Editora Globo e da Imprensa Oficial dos Estado de S. Paulo, com apoio do Museu Lasar Segall. O volume conta com textos esclarecedores de Augusto de Campos, Maria de Lurdes Eleutério e Geraldo Galvão Ferraz. Depois de quase uma década de ativismo antropofágico, a crise mundial deflagrada pelo crash de 1929, com o empobrecimento geral e o enorme acirramento entre esquerda e direita, representadas pelo bolchevismo soviético e pelo ascendente nazifascismo europeu, levaria Oswald e Pagu à militância partidária. Assim, após se filiarem ao Partido Comunista do Brasil, passam a publicar O Homem do Povo, visando espalhar a mensagem da revolução entre o operariado urbano. Não funcionou. Apesar de todo esforço de Pagu e da melhor intenção de Oswald, a estreiteza ideológica do partido e o conservadorismo da sociedade fazem com que tanto o jornal quanto sua militância tenham vida curta e conturbada. O próprio jornal acabaria logo fechado pela polícia, não apenas pela radicalidade de sua ideologia, mas pela visceralidade de sua crítica e pela perturbação da ordem, pela reação violenta, com ameaça de linchamento, por parte de estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, agastados com um editorial de Oswald. Praticamente todo o jornal, aliás, era escrito por Oswald, secundado por Pagu. Como observa Augusto de Campos, Salvo os artigos assinados pelos dois e alguns outros nomes conhecidos que raramente aparecem Flávio de Carvalho, Geraldo Ferraz, Galeão Coutinho e Brasil Gerson , o que emerge das colunas incendiárias de O Homem do Povo é toda uma galeria gaiata de colaboradores anônimos, a maioria dos quais possivelmente forjados pelo próprio Oswald: Álcool Motor (que ataca o senhor Plínio Saldoce), Anjo, Anonimus, Aurelinio Corvo, Capitão Rodolfo Valois, Carcamano, Corifeu, Estalinho, Gás Asfixiante, João Bagunça, Lima Trilhos, Piramidon, Plebeu, Repórter Z, Sombra, Spartacus, Visconde De Xiririca, Zumbi. A Patrícia Galvão se podem atribuir os pseudônimos Brequinha, Cobra, G. Léa, Irmã Paula, K. B. Luda e talvez aquela Mme Chiquinha DellOso (responsável pela seção de corte-e-costura, A Tesoura Popular). Se a Revolução perdeu dois militantes, a história do jornalismo político brasileiro ganhou um pequeno grande marco. Esta edição fac-similar, em capa dura, contém carta inédita, datada de 1931, em que uma leitora elogia o jornal, posfácio de Augusto de Campos (com reproduções de páginas de jornais da época noticiando o fechamento de O Homem do Povo), ensaio de Maria de Lourdes Eleutério e texto de Geraldo Galvão Ferraz, filho de Pagu, escrito especialmente para esta edição. Além disso, pela primeira vez, a coleção integral do jornal é reproduzida sem falhas ou cortes.

Peça

Visitas: 124

LIVRO " O HOMEM DO POVO ", COLEÇÃO COMPLETA E INÉDITA DO JORNAL CRIAÇÃO E DIRIGIDO POR OSWALD DE ANDRADE E PATRÍCIA GALVÃO ( PAGU ). GRANDE FORMATO 48 CM X 33 CM . COM 64 PAGINAS, CAPA DURA. BOM ESTADO !!!O semanário político O Homem do Povo, cuja coleção integral compõe este volume, foi publicado entre março e abril de 1931, e é a materialização do salto participante de Oswald de Andrade e de sua então mulher Patrícia Galvão, a Pagu. Os exemplares fac-similados pertencem ao Fundo Astrojildo Pereira do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Cedem-Unesp). A publicação é uma coedição da Editora Globo e da Imprensa Oficial dos Estado de S. Paulo, com apoio do Museu Lasar Segall. O volume conta com textos esclarecedores de Augusto de Campos, Maria de Lurdes Eleutério e Geraldo Galvão Ferraz. Depois de quase uma década de ativismo antropofágico, a crise mundial deflagrada pelo crash de 1929, com o empobrecimento geral e o enorme acirramento entre esquerda e direita, representadas pelo bolchevismo soviético e pelo ascendente nazifascismo europeu, levaria Oswald e Pagu à militância partidária. Assim, após se filiarem ao Partido Comunista do Brasil, passam a publicar O Homem do Povo, visando espalhar a mensagem da revolução entre o operariado urbano. Não funcionou. Apesar de todo esforço de Pagu e da melhor intenção de Oswald, a estreiteza ideológica do partido e o conservadorismo da sociedade fazem com que tanto o jornal quanto sua militância tenham vida curta e conturbada. O próprio jornal acabaria logo fechado pela polícia, não apenas pela radicalidade de sua ideologia, mas pela visceralidade de sua crítica e pela perturbação da ordem, pela reação violenta, com ameaça de linchamento, por parte de estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, agastados com um editorial de Oswald. Praticamente todo o jornal, aliás, era escrito por Oswald, secundado por Pagu. Como observa Augusto de Campos, Salvo os artigos assinados pelos dois e alguns outros nomes conhecidos que raramente aparecem Flávio de Carvalho, Geraldo Ferraz, Galeão Coutinho e Brasil Gerson , o que emerge das colunas incendiárias de O Homem do Povo é toda uma galeria gaiata de colaboradores anônimos, a maioria dos quais possivelmente forjados pelo próprio Oswald: Álcool Motor (que ataca o senhor Plínio Saldoce), Anjo, Anonimus, Aurelinio Corvo, Capitão Rodolfo Valois, Carcamano, Corifeu, Estalinho, Gás Asfixiante, João Bagunça, Lima Trilhos, Piramidon, Plebeu, Repórter Z, Sombra, Spartacus, Visconde De Xiririca, Zumbi. A Patrícia Galvão se podem atribuir os pseudônimos Brequinha, Cobra, G. Léa, Irmã Paula, K. B. Luda e talvez aquela Mme Chiquinha DellOso (responsável pela seção de corte-e-costura, A Tesoura Popular). Se a Revolução perdeu dois militantes, a história do jornalismo político brasileiro ganhou um pequeno grande marco. Esta edição fac-similar, em capa dura, contém carta inédita, datada de 1931, em que uma leitora elogia o jornal, posfácio de Augusto de Campos (com reproduções de páginas de jornais da época noticiando o fechamento de O Homem do Povo), ensaio de Maria de Lourdes Eleutério e texto de Geraldo Galvão Ferraz, filho de Pagu, escrito especialmente para esta edição. Além disso, pela primeira vez, a coleção integral do jornal é reproduzida sem falhas ou cortes.

Informações

Lance

    • Lote Vendido
Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não será mais admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação. Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado.

    6ª. Os leilões obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7ª. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que será feito por funcionário autorizado.

    8ª. Os Organizadores colocarão a título de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone e Internet, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    8.1. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    8.2. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    9ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    12ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 48 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos, caso estes não possam ser retirados, serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pelas Galerias e/ou Organizadores mediante prévia indicação da empresa responsável pelo transporte e respectivo pagamento dos custos de envio.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de São Paulo. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    A vista com acréscimo da comissão do leiloeiro de 5% (cinco por cento).
    Através de depósito ou transferência bancária em conta a ser enviada por e-mail após o último dia do leilão.
    Não aceitamos cartões de crédito ou débito.

  • FRETE E ENVIO

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes. Veja nas Condições de Venda do Leilão.

    Despachamos para todos os estados via Sedex, Pac ou Transportadora